Grupo de advogados luta há 20 anos para trazer de volta a Minas o registro de batismo do mártir da Inconfidência.
Um grupo de advogados em Minas Gerais está mobilizado há 20 anos para repatriar o registro de batismo de Joaquim José da Silva Xavier, conhecido como Tiradentes. O documento, que é considerado fundamental para a história do herói da Inconfidência, foi vendido em 1939 para a Biblioteca Nacional, localizada no Rio de Janeiro. Henrique Mourão, um dos advogados envolvidos na ação, destaca a importância do documento para a memória mineira, afirmando que “em Minas, o livro poderia ficar exposto, ser pesquisado e conhecido por todos os que nos visitam”.
O registro, que faz parte do “Livro de Assento de Batizados da Freguesia de Nossa Senhora do Pilar” em São João del-Rei, é visto como a certidão de nascimento de Tiradentes, que nasceu na Fazenda do Pombal, em Ritápolis. Apesar de um primeiro contato infrutífero com a Biblioteca Nacional em 2006, os advogados não desistiram e continuam a lutar pela recuperação do documento, que, segundo Mourão, não deve permanecer escondido em uma reserva técnica.
Os advogados já têm em mente o local onde o documento poderia ser exposto, sugerindo o Museu de Arte Sacra, no Centro Histórico de São João del-Rei. O vigário geral da Diocese, monsenhor Geraldo Magela da Silva, também apoia a iniciativa, afirmando que “um bem deve ficar no seu território” e que o museu possui as condições adequadas para abrigar o registro. A luta pela repatriação do documento é considerada um direito da comunidade mineira, e os advogados estão determinados a continuar sua busca até que o objetivo seja alcançado.
