Fóssil encontrado no Museu de Ciências Naturais revela a Eschatornis aterradora, que viveu há 25 mil anos.
Uma pesquisa realizada por professores da PUC Minas e da Universidade Federal da Bahia (UFBA) resultou na descoberta de uma nova espécie de ave do terror, a Eschatornis aterradora. O fóssil, um tibiotarso, foi encontrado na coleção do Museu de Ciências Naturais da PUC Minas, onde estava catalogado desde a década de 1980 como pertencente a um urubu. A nova análise, que utilizou técnicas de datação por carbono-14 e análise isotópica, revelou que o fóssil é de uma ave carnívora que viveu entre 53 milhões e 25 mil anos atrás.
O professor Rodrigo Parisi Dutra, da PUC Minas, explica que a Eschatornis aterradora é uma das menores aves do terror já catalogadas, com um porte semelhante ao da seriema e pesando cerca de seis quilos. Essas aves eram predadoras e, apesar de não conseguirem voar, algumas espécies podiam atingir até três metros de altura. O fragmento foi encontrado na Toca dos Ossos, uma caverna no município de Ourolândia, na Bahia, que é um dos locais mais ricos em fósseis do período Pleistoceno.
A descoberta gerou um artigo científico publicado na revista Papers in Palaeontology, ressaltando a importância das coleções científicas para a pesquisa paleontológica. O diretor do Museu, professor Henrique Paprocki, destacou que a instituição possui 10 grandes coleções científicas, que contribuem para o avanço do conhecimento na área. O tibiotarso da Eschatornis aterradora, embora não esteja em exposição, está disponível para estudos acadêmicos, permitindo que pesquisadores continuem a explorar o passado da fauna brasileira.
