Aumento nos preços do trigo impacta diretamente a indústria alimentícia e o bolso do consumidor.
O preço do trigo voltou a subir no mercado nacional e internacional, despertando preocupações entre consumidores e a indústria alimentícia. A valorização do grão, que é o principal insumo da farinha, deve resultar em aumentos nos preços de produtos básicos como pão, massas e biscoitos nas próximas semanas.
No cenário global, a cotação do trigo na Bolsa de Chicago, referência internacional, registrou uma alta significativa, passando de cerca de US$ 5,10–5,20 por bushel para aproximadamente US$ 6,20 no início de março. Esse movimento é influenciado por fatores climáticos adversos, redução da oferta e aumento dos custos logísticos.
No Brasil, os efeitos já estão sendo sentidos. No Paraná, principal estado produtor, a tonelada do trigo é negociada entre R$ 1.350 e R$ 1.400, enquanto no Rio Grande do Sul, os preços variam entre R$ 1.200 e R$ 1.300, podendo subir conforme a qualidade do produto. O trigo importado, especialmente do Paraguai, também apresenta valores elevados, girando entre US$ 260 e US$ 270 por tonelada.
Especialistas do setor preveem que o aumento no preço do trigo se refletirá rapidamente na farinha, base de diversos alimentos consumidos diariamente. A expectativa é de reajustes entre 5% e 10% já em abril, quando a tonelada da farinha está cotada entre R$ 1.970 e R$ 2.000. Com a elevação dos custos, indústrias e padarias tendem a repassar os aumentos aos consumidores.
Os economistas alertam que o aumento nos preços de itens básicos pode impactar significativamente a inflação dos alimentos. Produtos como pão francês, macarrão e biscoitos, que têm um peso considerável no orçamento das famílias, já começam a apresentar reajustes nas prateleiras, e a tendência é que esses aumentos se intensifiquem nos próximos meses.
