AUMENTO DE MORTES DE PESSOAS LGBTQIAPN+ EM MINAS GERAIS GERA CRÍTICAS E COBRANÇAS
Dados apontam crescimento de 55% nas mortes violentas, enquanto governo defende ações de combate à discriminação.
O número de mortes violentas de pessoas LGBTQIAPN+ em Minas Gerais aumentou de 20 para 31 entre 2024 e 2025, um crescimento alarmante de 55%. O dado foi revelado no Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, que posiciona o estado como o mais violento do país para essa comunidade. Em resposta, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) afirmou que desenvolve ações para combater a discriminação e promover direitos, mas o movimento social questiona a efetividade dessas iniciativas.
A Sedese ressaltou que não é responsável pela elaboração do anuário e, portanto, não pode responder pelos critérios de coleta de dados. No entanto, destacou que trabalha em parceria com outras instituições, especialmente as forças de segurança, para enfrentar crimes contra a população LGBTQIAPN+. A secretaria mencionou a criação de protocolos de atendimento e campanhas educativas, além de capacitações para profissionais de segurança pública.
Entretanto, o presidente do Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual e Identidade de Gênero de Minas Gerais (Cellos-MG), Maicon Chaves, criticou a falta de investimentos e políticas públicas adequadas. Segundo ele, a ausência de um orçamento específico para a comunidade LGBTQIAPN+ compromete a implementação de ações efetivas de prevenção e proteção. Chaves argumenta que o aumento nos registros de violência não pode ser atribuído apenas à melhoria nos canais de denúncia, mas sim à necessidade urgente de medidas concretas do governo.
O ativista enfatizou que, além do monitoramento de casos, é fundamental que o estado invista em políticas permanentes de acolhimento às vítimas e em campanhas educativas que abordem a realidade da comunidade LGBTQIAPN+. Para ele, a situação atual é uma chamada à ação para que o governo não apenas reconheça o problema, mas que atue efetivamente para combatê-lo.