CLASSIFICAÇÃO DE PCC E CV COMO TERRORISTAS É ELOGIADA POR GOVERNADOR DE MINAS
Mateus Simões destaca avanço no combate ao crime organizado após decisão dos EUA
O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), elogiou a decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Em entrevista ao Estado de Minas, Simões afirmou que essa medida representa um ‘avanço muito significativo’ no combate ao crime organizado, especialmente pela possibilidade de ampliar o rastreamento e o bloqueio de recursos financeiros das facções.
Simões destacou que a decisão americana, anunciada na quinta-feira (28), permitirá um bloqueio mais rápido e eficaz de recursos depositados em instituições que operam nos EUA. ‘Nós temos duas consequências diretas dessa decisão. A mais importante é a possibilidade de bloqueio mais rápido e efetivo de recursos’, disse o governador.
A classificação foi resultado de articulações entre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro e a administração do ex-presidente Donald Trump. Simões observou que a reclassificação altera o foco das investigações americanas, que anteriormente se restringiam às operações do PCC e do CV dentro do território dos EUA. Agora, as investigações se estenderão a todas as operações financeiras dos grupos em qualquer parte do mundo.
O governador também criticou a resistência do governo brasileiro em aceitar a designação das facções como terroristas. Segundo ele, essa resistência poderia interferir no cenário político do Brasil e nas eleições de 2026. Simões enfatizou que o enfrentamento ao crime organizado depende mais de inteligência financeira do que de ações ostensivas de policiamento, afirmando que ‘a única forma de combater o crime organizado de forma efetiva é com estrangulamento financeiro’.
Além disso, a decisão americana impõe restrições severas a indivíduos associados a essas facções, que ficam impedidos de entrar nos Estados Unidos e podem ser deportados se já estiverem no país. Simões acredita que a nova classificação terá um impacto direto em Minas Gerais, aumentando a fiscalização sobre as operações financeiras ligadas ao PCC e ao CV, que atualmente utilizam moedas digitais e métodos financeiros sofisticados para dificultar o rastreamento pelas autoridades brasileiras.