ELEIÇÕES 2026: REVIRAVOLTAS MARCAM PRÉ-CAMPANHA EM MINAS GERAIS
Cenário eleitoral se transforma com mudanças de alianças e candidaturas antes do início oficial da campanha.
As eleições de 2026 em Minas Gerais já começam com um cenário tumultuado, marcado por brigas e reviravoltas antes mesmo do início oficial da campanha, que se inicia na próxima semana. O panorama eleitoral, que se desenhou ao longo de meses de negociações, apresenta uma série de mudanças significativas nas candidaturas e alianças.
Rodrigo Pacheco, ex-presidente do Senado e inicialmente apontado como favorito, decidiu não entrar na disputa pelo Palácio Tiradentes, encerrando as expectativas do Palácio do Planalto. Sua saída forçou uma reestruturação nas estratégias eleitorais dos partidos, especialmente do PT, que agora se volta para uma candidatura própria.
Após a desistência de Pacheco, a atenção se voltou para Alexandre Kalil, ex-prefeito de Belo Horizonte, que tentava construir uma frente ampla, mas não conseguiu avançar nas negociações. A presença do PSDB na sua chapa, com Carlos Mosconi como vice, complicou ainda mais a aproximação com os setores mais à esquerda.
No meio desse turbilhão, o PT decidiu apoiar Patrus Ananias, ex-prefeito de Belo Horizonte e deputado federal, como seu candidato ao governo. A escolha foi pressionada pelo presidente Lula, que acreditava que Patrus tinha a capacidade de reestruturar a base petista em Minas. A decisão, embora resolutiva para o partido, gerou novas disputas internas sobre as candidaturas ao Senado.
Com a definição de Patrus, o PT também garantiu a candidatura de Áurea Carolina ao Senado, enquanto Jarbas Soares, do PSB, foi indicado para a vice-governadoria. Essa composição reflete a lógica de alianças que se repetem em nível nacional, unindo Lula e Alckmin, e promete intensificar a disputa no estado, que é o segundo maior colégio eleitoral do Brasil.