GABRIEL AZEVEDO PROPÕE FERROVIAS COMO EIXO DE DESENVOLVIMENTO EM MINAS
Candidato do MDB ao governo de Minas defende regionalização e investimentos em transporte ferroviário.
O candidato do MDB ao governo de Minas Gerais, Gabriel Azevedo, apresentou suas propostas focadas na expansão do transporte ferroviário em uma entrevista à TV Alterosa. Azevedo, que se autodenomina o “governador das ferrovias”, destacou a importância de descentralizar a administração do estado e equilibrar as contas públicas.
Durante a entrevista, Azevedo enfatizou que a ferrovia é uma prioridade em seu plano de governo, mencionando projetos específicos para o Sul de Minas. Ele citou a “Ferrovia do Café”, em parceria com as Fecomércios de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, e a integração ferroviária entre Varginha, Três Corações e Lavras, com destino ao Rio de Janeiro. O candidato também propõe uma conexão entre essas cidades e Cruzeiro, em São Paulo, para viabilizar trens de passageiros e turismo.
Azevedo argumentou que o transporte ferroviário pode reduzir custos logísticos, permitindo que produtos da região sejam levados aos portos e retornem carregados com mercadorias e insumos. “O grande diferencial logístico é fazer o trem levar o café e retornar carregado de produtos importados dos portos”, afirmou, destacando que isso poderia baratear o custo do frete e, consequentemente, o preço dos alimentos para o consumidor final.
Além das ferrovias, o candidato também apresentou propostas para melhorar a malha rodoviária do estado, como a criação de um banco permanente de projetos e um anuário de transparência sobre as condições das rodovias. Azevedo criticou o atual modelo de contratação de obras, que prioriza o menor preço, resultando em infraestrutura de baixa qualidade.
Outra proposta relevante é a criação de governos regionais permanentes, com equipes dedicadas a atender as demandas de cada região, visando descentralizar a administração e aproximar o governo das realidades locais. Na área econômica, Azevedo criticou o déficit fiscal previsto de R$ 7 bilhões e propôs a revisão de isenções fiscais, além da criação de uma comissão independente para avaliar políticas públicas estaduais.