Juiz de Fora Polícia Regionais

MAIS DE 60% DAS VÍTIMAS DE CRIMES PATRIMONIAIS EM JUIZ DE FORA TÊM 40 ANOS OU MAIS

Por Redação #Região

Levantamento revela que fraudes eletrônicas são as mais comuns entre os delitos registrados na cidade.


Um levantamento realizado pela Polícia Civil de Minas Gerais revelou que 62,2% das vítimas de crimes patrimoniais em Juiz de Fora, entre janeiro de 2023 e junho de 2026, tinham 40 anos ou mais. No total, foram registrados 35.508 casos de furtos, roubos e estelionatos na cidade, sendo que 22.103 dessas vítimas pertencem à faixa etária mencionada.

De acordo com o delegado Bruno Wink, essa concentração de vítimas mais velhas pode ser atribuída a diversos fatores, como maior exposição ao ambiente digital, características socioeconômicas e a posse de bens que são visados por criminosos. Além disso, mais da metade dos registros indicou que não havia relação entre as vítimas e os autores dos crimes, o que aponta para a dinâmica de crimes de oportunidade.

As fraudes eletrônicas, em particular, têm ganhado destaque nas investigações. Os criminosos costumam criar situações de urgência, se passando por instituições financeiras ou conhecidos das vítimas para enganar e obter informações sensíveis. O delegado recomenda que as vítimas entrem em contato imediato com seus bancos e registrem boletins de ocorrência, além de trocarem senhas comprometidas para evitar maiores prejuízos.

Entre os golpes mais comuns, estão a clonagem de cartões de crédito, fraudes com boletos, invasões de dispositivos eletrônicos e clonagem de contas de WhatsApp. Wink alerta que essas fraudes utilizam a confiança da vítima como uma estratégia para induzi-las a fornecer dados ou realizar pagamentos indevidos.

A orientação é que, ao perceberem que caíram em um golpe, as vítimas ajam rapidamente para minimizar os danos e auxiliar nas investigações.

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