MÉDICA DE JUIZ DE FORA CONFECCIONA POLVINHOS DE CROCHÊ PARA UTI NEONATAL
Iniciativa humaniza atendimento e oferece conforto a recém-nascidos internados.
A pediatra Fabiana Nogueres, do Hospital Albert Sabin em Juiz de Fora, reaprendeu a técnica do crochê para criar polvinhos que acolhem recém-nascidos na UTI neonatal. Desde o início de sua iniciativa, a médica já confeccionou mais de 100 peças, que acompanham os bebês durante a internação e se tornam lembranças para as famílias após a alta.
Os polvinhos são feitos com fio 100% algodão e seguem rigorosos critérios de segurança hospitalar, passando por esterilização para evitar infecções nas incubadoras. Essa prática, inspirada no ‘Projeto Octo’ criado na Dinamarca, visa simular o útero materno, proporcionando conforto e evitando que os bebês puxem sondas e cateteres.
Fabiana se inspirou em uma mãe que, mesmo enfrentando a internação do filho, dedicava seu tempo à confecção dos polvinhos para outros bebês. “Aquilo me marcou muito”, recorda a pediatra, que não praticava crochê desde a infância, mas rapidamente retomou a técnica. Hoje, ela consegue produzir até dois polvinhos por dia durante seus momentos de descanso.
As mães que tiveram seus filhos na UTI relatam experiências positivas. Roberta Maira da Silva Muniz Gaspar, que teve sua filha Maria Luísa internada, destacou que o ‘polvinho do amor’ trouxe conforto e segurança durante o difícil período. Benjamin Lins Brandão, outro bebê que recebeu um polvinho, teve sua mãe, Iale de Andrade Lins, ressaltando a importância do objeto no ambiente hospitalar, que pode ser muito agressivo para os recém-nascidos.
O projeto, que chegou ao Hospital Sabin há cerca de sete anos, tem como objetivo humanizar o atendimento na UTI neonatal, oferecendo não apenas tratamento físico, mas também suporte emocional às famílias. Fabiana acredita que cuidar de um bebê significa acolher também a história que começa ali e a família que o recebe, enfatizando que ver uma criança superar uma fase difícil é a maior recompensa.