Juiz de Fora Polícia Regionais

MORADORES DO PARQUE BURNIER RESISTEM A DEMOLIÇÕES EM JUIZ DE FORA

Por Redação #Região

A Prefeitura iniciou a demolição de imóveis condenados após tragédia que deixou 66 mortos.


A Prefeitura de Juiz de Fora deu início, nesta quinta-feira (22), à demolição de imóveis condenados no Parque Burnier, área mais afetada pelas chuvas de fevereiro, que resultaram em 66 mortes na cidade. No entanto, alguns moradores estão resistindo à ação, alegando que não têm para onde ir e que ainda não receberam os benefícios do programa Compra Assistida ou auxílio-aluguel.

De acordo com informações da Defesa Civil, as demolições foram suspensas em algumas casas devido à resistência dos moradores. A tragédia ocorrida em fevereiro foi considerada o quarto maior desastre causado por chuvas no Brasil na última década, levando à interdição de várias edificações na cidade. A Prefeitura não divulgou quantos imóveis serão demolidos, mas destacou que a desocupação é necessária por questões de segurança.

Uma moradora da rua Natalino José de Paula, que teve sua casa condenada, relatou que apesar de ter sido contemplada pelo programa Compra Assistida, ainda não recebeu o benefício. Ela também não teve acesso ao auxílio-aluguel oferecido pela Prefeitura e não foi informada sobre a demolição de sua residência.

Em resposta às preocupações dos moradores, a Prefeitura afirmou que todos estão incluídos no programa Compra Assistida e que foram notificados sobre a desocupação. A administração municipal enfatizou que a orientação é que os moradores não retornem a imóveis com ordem de demolição, devido ao risco de novos deslizamentos e desabamentos, especialmente após as chuvas recentes.

A situação no Parque Burnier é complexa, com quase 2 mil famílias solicitando o Compra Assistida. Até o momento, 1.640 solicitações foram aprovadas, mas muitas famílias ainda aguardam a entrega de novos imóveis. A Caixa Econômica Federal, responsável pelo programa, informou que 311 famílias já estão em casas facilitadas, enquanto outras estão em processo de contratação.

A tragédia de fevereiro, que causou deslizamentos de terras e alagamentos, deixou a cidade em estado de calamidade e ainda impacta a vida de muitos moradores que lutam para encontrar uma solução habitacional.

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