MORTE DE MULHER POR HEPATITE A EM JUIZ DE FORA GERA PREOCUPAÇÃO
Ângela Cristina Terra Pinto, de 60 anos, foi a primeira vítima da doença na cidade em 2026.
Ângela Cristina Terra Pinto, de 60 anos, faleceu no dia 30 de abril, tornando-se a primeira morte confirmada por hepatite A em Juiz de Fora em 2026. A cuidadora deixou duas filhas e um neto de 8 anos. Até a data de seu falecimento, a cidade contabilizava 808 casos da doença, o maior número registrado em Minas Gerais neste ano.
A família acredita que Ângela contraiu o vírus ao ajudar amigos que foram afetados pela enchente que atingiu a cidade em 23 de fevereiro. Apenas três dias após o início dos sintomas, ela não resistiu às complicações de uma sepse e falência do fígado. O Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus confirmou que a paciente testou positivo para hepatite A no dia 12 de maio, mas a Prefeitura de Juiz de Fora informou que o caso ainda está sob investigação.
“Ela era muito saudável, ativa e trabalhadora”, descreveu a filha Thaís Terra. A cuidadora era considerada um pilar para sua família e o neto era seu grande amor. A família relata que Ângela se expôs ao vírus ao visitar amigos que haviam perdido bens na enchente, o que pode ter contribuído para a contaminação.
Os dados revelam que Juiz de Fora acumula mais de 70% dos casos de hepatite A em Minas Gerais em 2026, superando os registros dos últimos dez anos. A análise territorial indica que os casos estão distribuídos por todas as regiões da cidade, com maior concentração na região central e na zona sul.
A Prefeitura de Juiz de Fora reforçou que o monitoramento dos casos continua, e que a análise laboratorial é apenas uma das etapas para determinar a causa do óbito. Apesar do aumento no número de casos, a administração municipal afirma que não há um surto da doença na cidade.