Cultura Regionais

MUSEU ITINERANTE DO FUTEBOL: NILSON MORAES PRESERVA A HISTÓRIA DO ESPORTE

Por Redação #Região

O ubaense Nilson Moraes dedica sua vida à preservação da memória do futebol brasileiro.


O amor pelo futebol pode surgir em diferentes ambientes, mas no caso de Nilson Moraes, um ubaense de 62 anos, essa paixão teve início em casa, inspirada por seu avô. Criador do Museu Itinerante do Futebol, Nilson percorre o Brasil com um acervo que conta a trajetória do esporte mais popular do mundo. Em entrevista, ele relembrou como começou sua coleção e os encontros com grandes ídolos do futebol.

Nilson começou sua coleção ainda na infância, influenciado pelo avô Nelson Azevedo, que já era um entusiasta do futebol e colecionava objetos desde as décadas de 1940 e 1950. “O primeiro presente que ganhei foi uma medalha de prata dos 50 anos da Confederação Brasileira de Futebol. Meu avô me inspirou a continuar esse trabalho”, contou.

A transformação de um hobby em uma missão ocorreu em 1994, durante a Copa do Mundo dos Estados Unidos, quando Nilson organizou sua primeira exposição. O sucesso do evento o motivou a criar o Museu Itinerante do Futebol, que ganhou destaque ao participar das comemorações dos 50 anos do Estádio do Maracanã, em 1999.

Ao longo de sua trajetória, Nilson teve a oportunidade de conhecer grandes ídolos, como Pelé, Zico e Romário. O encontro com Pelé, em particular, foi um momento marcante para ele, que guarda com carinho relíquias autografadas pelo Rei do Futebol. Além disso, o acervo inclui peças que foram reconhecidas pela FIFA, como réplicas de troféus entregues a Nilson após uma exposição que impressionou autoridades do futebol mundial.

O Museu Itinerante do Futebol não é apenas uma coleção, mas uma ferramenta de educação e preservação da memória esportiva brasileira. Nilson acredita que cada peça representa uma parte da história do futebol e é fundamental para manter viva a memória dos que contribuíram para a grandeza do esporte. Ele também defende a valorização da história do futebol brasileiro e a necessidade de reconhecer ídolos como Garrincha e outros grandes atletas.

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