OPERAÇÃO EPICENTRO INVESTIGA IRREGULARIDADES EM OBRAS E USO DE RECURSOS EM UBÁ
Ministério Público e Polícia Civil realizam operação para apurar crimes de corrupção e fraudes em licitações.
Uma operação realizada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e pela Polícia Civil, denominada Epicentro, investiga irregularidades na construção do Centro Administrativo de Ubá e o uso de recursos públicos durante as enchentes de fevereiro de 2026. A ação, que começou na última segunda-feira (19), resultou no cumprimento de 101 mandados judiciais e no bloqueio de aproximadamente R$ 250 milhões em bens de pessoas investigadas.
As investigações apuram crimes como organização criminosa, peculato, fraudes em licitações, corrupção e lavagem de dinheiro, abrangendo pelo menos duas gestões municipais. Entre os alvos da operação estão a Prefeitura de Ubá e residências do prefeito José Damato (PSD) e do vice-prefeito Cabo Rominho (PRTB). Mandados também foram cumpridos em cidades vizinhas, como Juiz de Fora e Leopoldina.
Na quarta-feira (21), a operação se estendeu a mais cidades, com a execução de 28 mandados de busca e 17 de indisponibilidade de bens. A Justiça determinou a indisponibilidade de 24 imóveis que foram permutados pelo município para a construção do Centro Administrativo, que levantou suspeitas de direcionamento nas licitações e avaliação abaixo do mercado para imóveis públicos.
Além das irregularidades relacionadas à obra, as investigações também apuram possíveis desvios de recursos durante a calamidade pública provocada pelas enchentes, que afetaram a cidade em fevereiro. A operação ainda investiga contratos firmados durante a atual gestão municipal, que começou em 2024, especialmente em relação à limpeza pública e manejo de resíduos sólidos.
Em resposta às investigações, a Prefeitura de Ubá afirmou que está à disposição das autoridades para colaborar com a elucidação dos fatos e reiterou seu compromisso com a transparência na gestão pública.