OPERAÇÃO LIBERTAS COMBATE TRÁFICO DE AVES SILVESTRES EM RIO NOVO
Ação resultou na apreensão de mais de 150 aves e na prisão de seis suspeitos.
Uma força-tarefa composta pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) e pela Polícia Militar (PMMG) deflagrou, nesta quarta-feira (1/7), a Operação Libertas, com o objetivo de desmantelar esquemas de tráfico de animais silvestres e coibir crimes ambientais na região da Zona da Mata. A ofensiva resultou na apreensão de mais de 150 aves e na prisão de seis suspeitos de integrarem uma rede criminosa especializada na caça e comercialização ilegal da fauna.
Ao todo, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão nos municípios de Juiz de Fora, Santos Dumont, Santa Bárbara do Tugúrio e Rio Novo. O foco principal das autoridades foi um grupo criminoso identificado em Santos Dumont, apontado como responsável pela articulação do comércio ilegal. Os seis detidos na cidade responderão pelos crimes de tráfico de animais silvestres, adulteração de anilhas, associação criminosa e manutenção de animais em cativeiro.
Entre os espécimes resgatados, destacam-se exemplares de curió — espécie classificada como criticamente ameaçada de extinção em Minas Gerais — além de trinca-ferros, corrupiões e coleirinhos. A maior parte dos animais, totalizando 65 aves, foi localizada em diversos endereços monitorados em Rio Novo. Devido ao alto valor de mercado e à procura por criadores ilegais, essas espécies são os principais alvos desse tipo de crime ambiental.
A operação mobilizou um efetivo de cerca de 80 policiais e contou com o suporte estratégico do Ministério Público, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Estadual de Florestas (IEF). Os animais resgatados foram encaminhados ao Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras), onde passarão por uma rigorosa avaliação veterinária antes de seguirem o protocolo para recuperação e, se possível, reintrodução na natureza ou destinação conforme a legislação ambiental vigente. A PCMG informou que as investigações prosseguem para identificar outros possíveis envolvidos na rede criminosa.