PF INVESTIGA DESAPARECIMENTO DE ACERVO DO PALÁCIO DAS MANGABEIRAS
Deputada Bella Gonçalves solicita apuração sobre danos a obras de arte e bens públicos.
A Polícia Federal foi acionada para investigar o desaparecimento de itens do acervo do Palácio das Mangabeiras, em Belo Horizonte. A deputada estadual Bella Gonçalves (PT) protocolou uma notificação na Superintendência da PF na última segunda-feira (6/7), requerendo a apuração de possíveis crimes contra o patrimônio público e cultural.
A representação da deputada aponta que centenas de itens, incluindo mobiliário histórico e obras de arte, teriam desaparecido, além de danos em peças atribuídas a renomados artistas como Tarsila do Amaral e Di Cavalcanti. O documento menciona eventos que ocorreram durante as gestões do ex-governador Romeu Zema (Novo) e do atual governador Mateus Simões (PSD).
O Governo de Minas, por sua vez, nega qualquer desaparecimento e afirma que todos os bens do Palácio foram devidamente inventariados. A denúncia surge após uma fiscalização realizada pela Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), que constatou a falta de grande parte do acervo histórico do palácio.
Durante uma reunião em junho, o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Léonidas Oliveira, revelou que em 2020 encontrou 44 obras de arte em condições inadequadas sob a guarda da Polícia Militar. A vistoria da ALMG, realizada recentemente, revelou a presença de apenas alguns móveis originais, como uma mesa de centro e poltronas, enquanto muitos itens permanecem sem localização conhecida.
A deputada Gonçalves argumenta que a ausência de inventários atualizados e a fragmentação do acervo indicam uma má gestão patrimonial, justificando a investigação de crimes como peculato e dano qualificado ao patrimônio público. Ela também destaca que o acervo é parte do patrimônio cultural nacional, o que legitima a atuação da PF e da Procuradoria-Geral da República desde o início da apuração.