POLÍCIA MILITAR DE MINAS GERAIS AVALIA EXAMES TOXICOLÓGICOS PERIÓDICOS PARA MILITARES
Medida visa aumentar a segurança e prevenir incidentes após caso de capitã morta.
A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) está considerando a implementação de exames toxicológicos periódicos para seus militares. A informação foi revelada pelo capitão Rafael Veríssimo durante o velório da capitã Michele Leão Azevedo, que faleceu na última segunda-feira (20). Atualmente, o exame toxicológico é obrigatório apenas para ingresso na corporação por meio de concurso público.
O capitão Veríssimo destacou que a proposta de ampliar a exigência para a realização de exames ao longo da carreira dos militares está em análise. “É algo que já está em estudo pela instituição. Estamos avaliando a necessidade de uma previsão legal para isso, que também deve ser discutida com outros órgãos”, afirmou.
A discussão sobre a implementação de exames periódicos surgiu após o sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, principal suspeito da morte da capitã, ter descartado uma caixa de comprimidos de ecstasy no banheiro do Hospital Odilon Behrens, em Belo Horizonte. O caso gerou questionamentos sobre a frequência com que os exames toxicológicos são realizados na corporação.
De acordo com o edital do concurso do Curso de Formação de Oficiais (CFO) da PMMG, publicado em setembro de 2025, os candidatos devem realizar exames de saúde, incluindo o toxicológico, que possui caráter eliminatório. Este exame, que utiliza amostras de queratina, consegue detectar o uso de drogas em um período de até 180 dias, sendo mais eficaz do que os exames de urina e sangue.
Após a admissão, os exames toxicológicos podem ser solicitados em casos de condutas suspeitas, para apoiar investigações ou processos administrativos disciplinares. A PMMG informou que realiza cuidados com o efetivo por meio do programa de saúde ocupacional e que todos os policiais militares passam por avaliações médicas e psicológicas anuais.