PRORROGAÇÃO DAS ELEIÇÕES EM MINAS GERAIS GERA CONFUSÃO ENTRE MESÁRIOS
Comunicado do TRE-MG chegou uma hora e meia após o encerramento da votação
As eleições para o cargo de presidente da República em Minas Gerais passaram por um episódio de confusão neste domingo (25), quando o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) comunicou a prorrogação da votação às 18h28, cerca de uma hora e meia após o encerramento oficial às 17h. A decisão, que foi informada ao TRE-MG pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 17h49, deixou muitos presidentes de seções eleitorais e chefes de cartório sem orientação clara sobre como proceder.
Sem novas instruções da Justiça Eleitoral, os mesários encerraram a votação no horário previsto, o que resultou em situações complicadas, como o caso de uma eleitora em Uberlândia que chegou às 17h50 e não pôde votar porque a seção já estava fechada. A confusão se estendeu a outras regiões, como o Alto Paranaíba e o Centro-Oeste de Minas, onde mesários também se depararam com a falta de informações.
Em Juiz de Fora, um juiz eleitoral orientou que a votação fosse encerrada às 17h, a menos que houvesse eleitores na fila. O documento que oficializou a prorrogação foi assinado pelo presidente do TRE-MG, desembargador Carlos Henrique Perpétuo Braga, e pelo vice-presidente, desembargador Sálvio Chaves, às 18h26, e liberado para os juízes eleitorais às 18h28.
O presidente do TRE-MG, em coletiva de imprensa, explicou que o intervalo de 37 minutos entre a comunicação do TSE e a orientação do tribunal estadual foi necessário para a elaboração de um documento claro e preciso. Ele enfatizou que, após o encerramento das urnas, a prorrogação só poderia ocorrer com o voto manual, uma prática que não foi adotada neste caso.
A situação gerou críticas e questionamentos sobre a eficácia da comunicação entre os tribunais e a necessidade de garantir que todos os eleitores tenham a oportunidade de votar de forma adequada.