Economia\Negócios Regionais

SETOR PRODUTIVO DE MG PEDE CAUTELA EM NEGOCIAÇÕES SOBRE TARIFAÇÕES NOS EUA

Por Redação #Região

Faemg e Fiemg se posicionam sobre possíveis tarifas às exportações brasileiras.


O setor produtivo de Minas Gerais manifesta preocupação e cautela em relação à possibilidade de novas tarifas sobre exportações brasileiras para os Estados Unidos. A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg) e a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) se pronunciaram sobre o tema, ressaltando a importância de entender quais produtos seriam afetados.

Antônio de Salvo, presidente da Faemg, destacou que a competitividade de alguns produtos brasileiros, como a carne bovina, pode ser mantida mesmo com a imposição de tarifas. Ele mencionou que, mesmo com uma sobretaxa de 25%, a carne brasileira continuaria a ser uma opção mais econômica do que a americana, que atualmente está cotada a cerca de US$ 108 a arroba, contra US$ 65 da brasileira. “Os produtores americanos podem sentir insatisfação, mas a verdade é que somos mais competitivos”, afirmou.

Além disso, Salvo apontou que a discussão sobre tarifas está imersa em um contexto político complicado, envolvendo não apenas os Estados Unidos, mas também a União Europeia e a China, que estão buscando tarifas semelhantes. Ele enfatizou a necessidade de separar questões políticas das negociações comerciais, afirmando que “comida não tem ideologia”.

Por sua vez, a Fiemg pediu regras claras para as negociações e a ampliação da lista de exceções, além de esclarecer se as tarifas propostas poderiam ser acumuladas. A entidade alertou que as tarifas podem chegar a 37,5% para produtos que se enquadrarem em mais de uma medida. Um levantamento da Fiemg identificou que produtos como ferro-gusa, pedras preciosas e semipreciosas, e instrumentos médicos estão entre os mais expostos ao risco de tarifação.

As entidades mineiras esperam que o governo brasileiro intensifique as negociações com os Estados Unidos para minimizar os impactos sobre a economia local e garantir a competitividade dos produtos mineiros no mercado internacional.

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