Polícia Regionais

VENDA DE PONTE EM PRADOS POR R$ 700 MIL PODE TER SIDO UM ENGANO

Por Redação #Região

Estrutura foi vendida sem conhecimento sobre a irregularidade; investigação está em andamento.


A venda de uma ponte no município de Prados, localizada a 150 quilômetros de Juiz de Fora, por R$ 700 mil, pode ter ocorrido por engano. A estrutura, que foi encontrada em Lima Duarte, a 60 quilômetros de distância, foi adquirida pelo Ibiti Projeto, que alegou não ter ciência de que a transação era irregular. Segundo uma fonte da Prefeitura de Prados, que preferiu não se identificar, a situação, inicialmente tratada como furto, pode ser um mal-entendido envolvendo o comprador e o vendedor.

O proprietário do imóvel onde a ponte estava situada teria acreditado que a estrutura lhe pertencia, resultando na venda. A Polícia Civil está investigando o caso para apurar os detalhes da transação. Após o caso ganhar repercussão, o comprador entrou em contato com a Prefeitura de Prados, manifestando interesse em devolver a ponte e se responsabilizando pelos custos de transporte.

O comprador afirmou que, durante a negociação, acreditava estar lidando diretamente com o verdadeiro proprietário da ponte e que não tinha intenção de realizar qualquer ato ilícito. A Prefeitura de Prados informou que a ponte é um patrimônio da União e que, apesar dos esforços para transferi-la gratuitamente ao município, o processo ainda não foi concluído. Além disso, a estrutura não está tombada como patrimônio cultural.

A ponte, que possui 20 metros de extensão e 5 metros de largura, foi retirada do local na última sexta-feira (5), mas sua ausência só foi notada pelos moradores na quarta-feira (10), após o feriado prolongado e a Festa do Tropeiro. A Prefeitura registrou um Boletim de Ocorrência após verificar que a ponte não estava mais no local habitual e que havia indícios de movimentação de máquinas na área. Durante a investigação, uma foto que circulou nas redes sociais indicou que a ponte estava na Vila do Mogol, em Lima Duarte. O Ibiti Projeto, por sua vez, afirmou que a compra foi realizada de forma regular, com a emissão de nota fiscal e outros documentos pertinentes.

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