VEREADOR MAGUINHO CONTESTA FIM DA GRATUIDADE NO TRANSPORTE AOS DOMINGOS EM CATAGUASES
Decisão da Prefeitura gera polêmica; vereador atribui fim do benefício à administração municipal.
A suspensão da gratuidade no transporte coletivo aos domingos e feriados, que começará a valer a partir de 26 de julho de 2026, gerou forte repercussão entre os moradores de Cataguases. A Prefeitura justificou a medida como uma consequência da anulação da licitação do transporte coletivo, ação que teve origem em uma investigação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). No entanto, o vereador Carlos Magno ‘Maguinho’ (Republicanos) contestou essa afirmação, alegando que a decisão de extinguir o benefício foi exclusivamente da administração municipal.
Em suas redes sociais, Maguinho afirmou que o MPMG não determinou o fim da gratuidade, mas apenas atuou sobre irregularidades no processo licitatório. “Dizer que o Ministério Público acabou com o benefício é faltar com a verdade com o povo de Cataguases. A anulação do certame ocorreu porque a licitação estava viciada. A manutenção ou não do subsídio é uma escolha política do prefeito”, destacou o vereador.
A anulação da licitação foi resultado de investigações que apontaram indícios de irregularidades entre as empresas participantes. O MPMG identificou que as empresas compartilhavam estruturas operacionais e prestadores de serviços, o que comprometeria a competitividade do certame. A Operação Clonagem, deflagrada pelo Ministério Público, resultou em apreensões e investigações adicionais.
Após a anulação, a Prefeitura decidiu encerrar a gratuidade, alegando que a nova situação jurídica inviabilizava a manutenção do benefício. Maguinho, por sua vez, argumenta que a responsabilidade pela continuidade do subsídio é do Poder Executivo e não do Ministério Público. O debate sobre essa questão continua, enquanto os usuários do transporte coletivo se preparam para o retorno das tarifas aos domingos e feriados.