ZEMA AFIRMA TER PRIVATIZADO ‘TUDO’ EM MINAS, EXCETO CEMIG
Ex-governador promete replicar privatizações em nível nacional se eleito presidente.
O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, reafirmou sua postura favorável à privatização de estatais durante uma entrevista à Super Rádio Tupi, realizada na última segunda-feira (20/7). Em sua fala, Zema declarou que privatizou ‘tudo’ no estado, exceto a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), que ele lamentou não ter conseguido vender.
Zema, que se prepara para se candidatar à presidência, enfatizou sua intenção de continuar o processo de privatizações, incluindo empresas de grande porte como Petrobras e Banco do Brasil. Ele destacou que, durante sua gestão em Minas, privatizou ou vendeu participação em 118 empresas, afirmando que as estatais servem apenas para aumentar o poder de influência dos políticos e facilitar a corrupção.
Um dos últimos atos de Zema como governador foi tentar incluir a Cemig no Programa de Pleno Pagamento de Dívidas de Estado (Propag), que visava transferir a empresa para a União. No entanto, essa proposta não avançou na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Além disso, ele também não obteve sucesso na privatização do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) e da Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig).
Embora tenha enfrentado desafios, Zema conseguiu privatizar a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), que foi vendida por R$ 8,3 bilhões na Bolsa de Valores de São Paulo. O ex-governador acredita que a presença de empresas estatais gera prejuízos e que a população está cansada de arcar com esses custos, citando exemplos como os Correios.
Zema concluiu sua argumentação afirmando que as estatais são vistas como estratégicas apenas para os políticos, que as utilizam para fins pessoais e políticos, ao invés de atender aos interesses da população.