ZEMA DEFENDE ATENÇÃO PRIMÁRIA EM VISITA AO HOSPITAL REGIONAL DE TEÓFILO OTONI
Candidato à presidência pelo Novo destaca importância da saúde e critica investimentos federais.
O candidato à presidência da República pelo Novo, Romeu Zema, visitou o Hospital Regional de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, nesta quarta-feira (26/08). Durante sua visita, Zema enfatizou que a atenção primária à saúde será uma de suas principais prioridades caso seja eleito. O ex-governador de Minas Gerais também criticou os investimentos federais em saúde e defendeu uma maior descentralização de recursos para estados e municípios.
Zema destacou a conclusão do Hospital Regional de Teófilo Otoni, afirmando que a unidade representa o modelo de atendimento que ele pretende replicar em outras regiões do país. “Como presidente, eu quero levar esse padrão de atendimento, essa dignidade para todo brasileiro”, projetou. Ele também mencionou que sua gestão em Minas avançou na construção de hospitais regionais e na ampliação das unidades básicas de saúde (UBS).
Ao ser questionado sobre a construção de novos hospitais em Minas, Zema afirmou que a prioridade atual é consolidar as unidades já planejadas. “A missão foi cumprida. Nós colocamos de pé aquilo que ficou parado há mais de 10 anos aguardando conclusão”, disse, referindo-se ao cronograma de hospitais regionais financiados com recursos do acordo de reparação da tragédia de Brumadinho.
Zema argumentou que a expansão da atenção básica deve ser o principal eixo de uma política nacional de saúde. Ele ressaltou que a presença de UBSs próximas às residências pode evitar o agravamento de doenças e reduzir a necessidade de deslocamentos para consultas e exames. “Ninguém tem dignidade se precisa viajar três horas para fazer uma consulta”, criticou.
O candidato também defendeu a ampliação da participação do governo federal no financiamento de hospitais e melhorias na saúde, propondo um novo pacto federativo que permita a transferência automática de recursos para os municípios. Além disso, Zema criticou os supersalários e os benefícios adicionais recebidos por algumas categorias do funcionalismo público, afirmando que é necessário acabar com os privilégios dentro do Judiciário.