Brunna Letycia Vicente Alves de Souza Leonel foi morta em janeiro de 2024; corpo foi encontrado carbonizado em área de mata.
O Tribunal do Júri de Juiz de Fora condenou, na noite de sexta-feira (17), Herick Dornelas a 8 anos e Renata Alexandre Santana a 9 anos de prisão pela morte de Brunna Letycia Vicente Alves de Souza Leonel. O caso, que gerou grande repercussão, ocorreu em janeiro de 2024 no bairro Previdenciários e envolveu a ocultação do corpo da vítima, que foi carregado em uma mala e posteriormente queimado em uma área de mata no bairro Milho Branco.
Os réus foram julgados por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. A juíza Joyce Souza de Paula considerou as circunstâncias do crime e a confissão parcial dos acusados ao definir as penas. Enquanto Herick admitiu ter participado das agressões que resultaram na morte de Brunna, Renata não reconheceu envolvimento direto nas agressões, o que influenciou na dosimetria das penas.
Durante o julgamento, que durou dois dias, foram ouvidas testemunhas, incluindo o porteiro e o síndico do prédio onde ocorreu o crime. A defesa de Renata apresentou um pedido de reconhecimento de insanidade mental, alegando transtornos psiquiátricos, mas a condição não foi confirmada pela perícia técnica.
A motivação do crime, segundo investigações da Polícia Civil, foi uma crise de ciúmes. Câmeras de segurança registraram o momento em que o casal saiu do apartamento com a mala que continha o corpo de Brunna, coberto por um cobertor. Após o crime, Renata e Herick foram presos e estão cumprindo pena em regime fechado, com Renata na Penitenciária José Edson Cavalieri e Herick no Ceresp de Juiz de Fora.
