Incidente ocorreu no bairro A Ligaçã, evidenciando a insegurança na região.
A violência urbana em Ubá continua a crescer, afetando diretamente a vida de comerciantes locais. No dia 1º de abril, o comerciante Mário Rocha de Andrade, morador histórico do bairro A Ligaçã, foi assaltado pela quinta vez. Dois criminosos armados invadiram seu comércio, que também serve como residência da família, e o ameaçaram com revólveres, gerando um clima de terror no local.
Mário relatou que, além do roubo, ele e um cliente foram agredidos fisicamente durante a abordagem. “Dessa vez não foi só o roubo. Eles apontaram dois revólveres para a minha cabeça e sentaram eu e um cliente sob ameaça”, contou. A situação reflete um problema maior, já que o comerciante enfrenta essa realidade há anos, com cada assalto aumentando seu medo e diminuindo sua esperança de segurança.
O comerciante expressou um sentimento de abandono e insegurança, afirmando que a cada novo assalto a vontade de abrir as portas do comércio diminui. “A gente perde a vontade de abrir a porta”, desabafou. A insegurança não afeta apenas a rotina de Mário, mas também a de sua família, que vive no mesmo local. Ele ressaltou a preocupação constante com a segurança de seus filhos e netos, que estão sempre expostos ao risco.
A situação de Mário é um reflexo de um problema mais amplo enfrentado por muitos comerciantes em Ubá, que se tornam alvos frequentes de criminosos. A falta de policiamento e ações preventivas é uma preocupação constante entre os moradores. “O Estado não tem polícia suficiente para combater o nível de violência”, afirmou Mário, que se sente desamparado diante da situação.
Com o aumento da violência, a sensação de insegurança se torna uma marca permanente na vida dos comerciantes e moradores. O caso de Mário Rocha de Andrade serve como um alerta para a necessidade urgente de políticas públicas eficazes em segurança, que garantam a proteção de quem trabalha e vive na cidade.
