Trabalho de vistoria segue com 90 servidores, e 66 mortes foram confirmadas.
A Defesa Civil de Juiz de Fora ainda enfrenta um grande desafio, com 1.500 vistorias pendentes, 45 dias após a tragédia que deixou 66 mortos na cidade. Segundo informações da Prefeitura, foram registradas 7.264 ocorrências relacionadas ao temporal, das quais 5.706 já foram atendidas. As vistorias são essenciais para garantir a segurança dos moradores afetados por deslizamentos e outras consequências da chuva histórica que ocorreu entre os dias 23 e 24 de fevereiro.
Atualmente, o trabalho de vistoria é realizado por uma equipe de 90 servidores, com a expectativa de que esse número chegue a 125. A Prefeitura informou que, em muitos casos, os moradores não foram localizados durante as tentativas de vistoria, o que exige novas abordagens. Para isso, a Defesa Civil deixa uma notificação visível na residência informando sobre a tentativa de vistoria e solicita a vizinhos que ajudem a comunicar os proprietários.
Além das vistorias, a Defesa Civil já realizou 10 demolições totais em diversas áreas da cidade, sendo 8 na região do Graminha e 2 no Esplanada, além de duas demolições parciais no Granbery. A Prefeitura ainda não definiu a demolição de imóveis na área do macromural, ressaltando que cada situação é avaliada individualmente com base em análises técnicas.
A tragédia deixou um saldo de 66 mortos, sendo a última vítima um idoso de 77 anos que faleceu no dia 29 de março. O sepultamento ocorreu no Cemitério Municipal no dia seguinte. A Prefeitura ainda não trouxe atualizações sobre o estado de saúde das vítimas que permanecem hospitalizadas.
Em resposta à calamidade, o Governo Federal anunciou que os moradores de Juiz de Fora e Ubá poderão acessar o Auxílio Reconstrução, no valor de R$ 7,3 mil, mediante validação de informações no Portal do Cidadão. A expectativa é que os primeiros pagamentos sejam realizados em breve, após o processamento pela Caixa Econômica Federal.
