Medicamentos destinados ao tratamento de câncer foram furtados e vendidos a hospitais de várias regiões do país.
Uma operação policial deflagrada nesta sexta-feira (17) desmantelou um esquema criminoso que vendia remédios possivelmente degradados a hospitais de Minas Gerais e outras regiões do Brasil. A Operação Alto-Custo, realizada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), identificou 13 pessoas envolvidas no furto e na distribuição de medicamentos destinados ao tratamento de câncer, doenças autoimunes e transplantes.
Os medicamentos eram furtados de uma distribuidora legítima localizada no Aeroporto Internacional de Brasília e vendidos a hospitais de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Distrito Federal. O delegado-chefe da 10ª Delegacia de Polícia, Laércio Rosseto, informou que o esquema operava há cerca de seis anos e movimentava aproximadamente R$ 22 milhões anualmente.
Os criminosos retiravam os remédios de alto valor do estoque, escondendo-os em caixas que supostamente seriam destinadas ao descarte. Após serem transportados até a doca de expedição, os produtos eram entregues a terceiros e enviados para distribuidoras fantasmas que emitiam notas fiscais. “Há chances de que essas medicações tenham sido distribuídas a mais estados do país”, alertou Rosseto.
Os medicamentos em questão são sensíveis à temperatura e, se armazenados inadequadamente, podem perder eficácia e gerar compostos nocivos, colocando em risco a vida de pacientes vulneráveis. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já foi acionada e está colaborando com a investigação, que continua em andamento para identificar a extensão do esquema.
Dentre os medicamentos vendidos pelo esquema, estão VENCLEXTA, LIBTAYO, REBLOZIL, IMBRUVICA e TAGRISSO, todos utilizados no tratamento de diferentes tipos de câncer. A operação destaca a importância da fiscalização na saúde pública e o perigo que a venda de medicamentos degradados representa para a população.
