Quadrilha explodiu agência do Banco do Brasil e furtou malote com moedas.
Na madrugada desta sexta-feira (10), uma agência do Banco do Brasil na cidade de Guidoval, Minas Gerais, foi alvo de uma explosão realizada por uma quadrilha composta por pelo menos quatro suspeitos. O grupo, que furtou um malote contendo moedas, também disparou armas de fogo, colocando em risco a integridade de terceiros, conforme relatado pela Polícia Militar.
Durante a fuga, os criminosos utilizaram uma motocicleta e uma van Fiorino, incendiando ao menos dois veículos: a Fiorino na zona rural de Rodeiro e um Ônix na MGC-120. Objetos perfurantes foram espalhados pela via para dificultar a ação policial. A operação resultou na prisão de três suspeitos, com idades entre 17 e 33 anos, por equipes da Polícia Militar, Polícia Civil e do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).
Em coletiva de imprensa, o governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), afirmou que o incidente não se enquadra no conceito de ‘novo cangaço’. Segundo ele, os criminosos conhecem a agilidade da resposta policial e o caso deve ser tratado como um crime comum. O delegado regional Bruno Wink e o antropólogo Lênin Pires, da Universidade Federal Fluminense, foram ouvidos para discutir os critérios que definem o ‘novo cangaço’, caracterizado por ações violentas e organizadas, geralmente em pequenas cidades, com uso de explosivos e armamento pesado.
Wink explicou que o ‘novo cangaço’ envolve um padrão específico de atuação, com planejamento detalhado e execução que dificulta a reação policial. Pires complementou que o caso de Guidoval não se encaixa nesse perfil, pois não houve um grande número de criminosos ou o uso de armamento de grosso calibre. O uso de explosivos, embora não comum, ainda representa um risco elevado para a população.
Desde 2022, foram registrados pelo menos quatro casos de furto com explosivos em Minas Gerais, sendo o mais recente o ocorrido em Guidoval. Historicamente, ações associadas ao ‘novo cangaço’ têm resultado em operações policiais intensas, como a chacina de Varginha em 2021, onde membros de uma quadrilha foram mortos durante um confronto com as forças de segurança.
