Caso não haja decisão favorável, recursos serão redirecionados para o metrô de BH.
O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), anunciou que, se não houver uma decisão judicial favorável para iniciar as obras do Rodoanel nos próximos 30 dias, o governo estadual solicitará a transferência de R$ 5 bilhões destinados a esse projeto para a expansão do metrô na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A declaração foi feita após Simões participar de uma audiência de conciliação no Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6), em Belo Horizonte, onde estiveram presentes representantes de diversas instituições, incluindo o Ministério Público Federal e a Federação Quilombola de Minas Gerais.
Simões criticou a atuação do governo federal e das comunidades quilombolas, afirmando que estão dificultando o andamento do acordo necessário para a liberação das obras. Ele descreveu a situação como “uma novela com requintes de crueldade” e destacou que existem duas ações judiciais que impedem o início das construções: uma relacionada à consulta prévia às comunidades quilombolas e outra sobre quais comunidades devem ser consultadas.
O governador expressou sua disposição em ouvir as seis comunidades próximas ao traçado do Rodoanel, mas afirmou que a Federação Quilombola está exigindo a consulta de mais de 130 povos, o que, segundo ele, visa inviabilizar as obras. Simões também fez críticas à federação, chamando suas ações de “irresponsabilidade” e ressaltou a urgência da situação, citando as mortes que ocorrem na estrutura atual do Anel Rodoviário.
Simões enfatizou que não pretende pressionar o Judiciário, mas se não houver uma decisão favorável em breve, irá redirecionar os recursos para o metrô. Ele acredita que os envolvidos no Acordo de Brumadinho não se oporão à mudança, uma vez que os fundos seriam usados para uma obra de mobilidade. O governador reiterou sua frustração com a situação, afirmando que possui os recursos e o projeto prontos, mas enfrenta obstáculos burocráticos que impedem o progresso das obras.