Em sua posse, Simões promete combate rigoroso ao crime e proteção aos policiais.
O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), empossado no último domingo (22/3), enfatizou que a segurança pública será uma das prioridades de seu governo. Durante seu discurso, Simões afirmou que não ficará triste com os resultados de operações policiais em que todos os agentes estejam vivos, destacando que seu foco é garantir a prisão e a permanência dos criminosos atrás das grades.
Simões declarou que seu governo enfrentará os criminosos “com força”, prometendo caçar e expulsar facções que atuam no estado. Ele mencionou a recente contratação de 15 mil oficiais para as forças de segurança, uma medida que foi implementada durante a gestão do ex-governador Romeu Zema (Novo). “Em Minas Gerais, quem tem direito de usar a força é só a polícia”, afirmou o governador, ressaltando sua determinação em combater a criminalidade.
A declaração de Simões surge em um contexto delicado, após uma operação policial no Rio de Janeiro que resultou na morte de 121 pessoas, incluindo quatro policiais. A operação foi considerada um sucesso por alguns setores, mas gerou controvérsias sobre a violência policial e o uso da força.
Além de abordar a segurança, o governador criticou instituições que, segundo ele, interferem na atuação do Executivo. Ele citou um recente embate com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) sobre a suspensão da implantação de escolas cívico-militares, alegando a necessidade de as decisões judiciais se alinharem à realidade do estado. Simões também se posicionou contra a absolvição de um homem acusado de estupro de vulnerável, ressaltando a importância de proteger as vítimas e valorizar a família em suas políticas públicas.
Durante a cerimônia de posse, Simões prometeu atenção especial às mulheres, com a implementação de políticas específicas para sua proteção. Ele criticou a normalização da violência contra a mulher e reafirmou seu compromisso em combater o crime organizado em Minas Gerais, garantindo que o estado não se curvará à violência e à impunidade.