Preço do maço de cigarros sobe de R$ 6,50 para R$ 7,50, um aumento de 15,3%.
O governo federal anunciou um aumento na alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para cigarros, elevando o preço mínimo do maço de R$ 6,50 para R$ 7,50. A medida, divulgada na segunda-feira (6), representa uma alta de pelo menos 15,3% para o consumidor final e faz parte de um conjunto de ações para recompor receitas públicas.
Com a mudança, a alíquota do IPI sobre cigarros passará de 2,25% para 3,5%. Segundo o Ministério da Fazenda, essa alteração impactará diretamente o preço dos produtos nas prateleiras. O aumento do imposto ocorre em um contexto de compensação pela desoneração de tributos como PIS/Cofins sobre combustíveis, incluindo biodiesel e querosene de aviação.
A expectativa do governo é que a nova alíquota contribua com cerca de R$ 1,2 bilhão na arrecadação federal até 2026. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, destacou que a medida busca corrigir distorções de reajustes anteriores que não alcançaram os objetivos esperados, tanto em termos de saúde pública quanto de arrecadação. “A majoração anterior não atingiu plenamente seus objetivos”, afirmou Durigan.
Além de aspectos fiscais, o aumento do IPI está alinhado a políticas de saúde pública, já que a elevação de preços por meio de impostos é uma estratégia utilizada para desestimular o consumo de produtos nocivos, como o tabaco. Especialistas, no entanto, alertam que a eficácia da medida depende de uma fiscalização rigorosa e do combate ao mercado ilegal, que pode se tornar mais atrativo com preços elevados no mercado formal.
A mudança começará a valer após a publicação oficial das medidas do pacote tributário dos combustíveis. Com o reajuste, os consumidores sentirão rapidamente o impacto no bolso, enquanto as autoridades monitoram os efeitos na arrecadação e no consumo de cigarros no país.
