Governador afirma que movimento é parte da estratégia eleitoral de sindicatos ligados à esquerda.
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), comentou sobre a greve dos servidores da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), iniciada na terça-feira (17/3). Durante um evento em Belo Horizonte, Zema declarou que vê a paralisação com “muita naturalidade” e atribuiu a ação a sindicatos que, segundo ele, buscam “causar tumulto” em ano eleitoral.
Zema destacou que o estado respeitará a Lei de Responsabilidade Fiscal e que o reajuste de 5,4% oferecido aos trabalhadores é o máximo que pode ser concedido no momento. O vice-governador Mateus Simões (PSD) complementou que esse percentual é 25% superior à inflação, reforçando a posição do governo em relação ao aumento salarial.
A greve foi convocada pela Associação dos Trabalhadores em Hospitais de Minas Gerais (Asthemg) e pelo Sindicato dos Trabalhadores da Rede Fhemig (Sindpros), que alegam que os servidores acumulam perdas salariais superiores a 12% nos últimos três anos. Zema, por sua vez, acredita que a situação será normalizada e que o atendimento aos pacientes não será prejudicado durante a paralisação.