Empresas locais se unem para reerguer a cidade, priorizando pessoas e cultura.
Após a enchente que devastou Ubá, diversas empresas locais se destacaram em sua reação ao desastre, priorizando a reconstrução e o cuidado com as pessoas. Histórias de superação, como as da Metal Pereira, Esporte Legal e Grand Pliê, mostram que é possível reerguer a cidade sem deixar ninguém para trás.
A força da união na reconstrução
A enchente não apenas destruiu estruturas físicas, mas também interrompeu operações e colocou empregos em risco, afetando o emocional de empresários e trabalhadores. A ACIUBÁ iniciou um trabalho de escuta ativa, buscando registrar histórias reais e compartilhar caminhos possíveis de reconstrução. O foco não estava em heroísmo, mas em planejamento e responsabilidade.
Limpeza e organização como primeiros passos
No caso da Metal Pereira, a limpeza foi o primeiro passo, seguido de organização e reflexão. A proprietária Débora de Fátima Pereira destacou que não enfrentou a situação sozinha: “Vieram funcionários, ex-funcionários, clientes, fornecedores, familiares. Foi ali que eu percebi que a empresa é muito mais do que o espaço físico.” Essa abordagem consciente evitou erros comuns em momentos de crise e trouxe clareza sobre o futuro do negócio.
Prioridade nas pessoas
Leandro Lima, da Esporte Legal, também priorizou as pessoas em sua abordagem: “Antes de pensar na empresa, eu pensei nas pessoas.” A empresa enfrentou perdas significativas, mas buscou preservar postos de trabalho, refletindo uma cultura de responsabilidade social que se consolidou ao longo de mais de duas décadas.
A importância da arte na recuperação emocional
Samara Gasparoni, da Grand Pliê, enfatizou o papel da cultura e da arte na recuperação emocional da comunidade. “A arte é um elemento da alma. Ela renova a força”, afirmou. A escola de dança não apenas se preocupou com a estrutura, mas também com o bem-estar das crianças, mantendo aulas e projetos ativos como parte do processo de reconstrução emocional.
Reconstruir sem deixar ninguém para trás
As histórias de Débora, Leandro e Samara, embora distintas, convergem para um mesmo objetivo: reconstruir empresas, preservar empregos e cuidar das pessoas. A Coluna Pedro Henriques continua a dar voz a quem se esforça para reerguer Ubá, mostrando que a cidade se reconstrói com trabalho, cultura e humanidade, sem deixar ninguém para trás.