Decisão foi tomada após recurso do Ministério Público de Minas Gerais
A Justiça de segunda instância decidiu manter a prisão de um homem de 21 anos, suspeito de integrar uma facção criminosa em Viçosa, na Zona da Mata. A medida foi tomada após um recurso apresentado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que revogou o alvará de soltura concedido em primeira instância.
O homem, natural de Juiz de Fora, teve sua liberdade negada após a juíza da Comarca de Viçosa determinar o relaxamento da prisão e o adiamento do Tribunal do Júri, devido à ausência justificada da Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG). O MPMG protocolou o recurso na madrugada de quinta-feira, 19 de março, com o apoio do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Segurança Pública (CAO-SEP) e do Núcleo de Atuação Interinstitucional (NAI).
Na decisão que manteve a prisão, a juíza relatora destacou que o acusado possui um histórico de atos infracionais desde a adolescência e que há risco concreto de fuga, já que ele não tem vínculos em Viçosa. O promotor de Justiça, Claudio Barros, ressaltou a importância da decisão, considerando o réu como um detento de alta periculosidade.
O homem é acusado de participar de uma disputa armada entre facções rivais no bairro Laranjal, em fevereiro de 2024, que resultou em troca de tiros com a Polícia Militar. Ele responde por tentativa de homicídio contra seis policiais que estavam na operação. Durante a ação, um dos suspeitos foi morto e o homem, mesmo ferido, continuou a atirar contra os militares. Ele foi preso com armas de fogo de uso restrito e será submetido a júri popular.