Cidade reclassificada para situação de emergência sem decreto de calamidade pública
Matias Barbosa, localizada a cerca de 20 quilômetros de Juiz de Fora, enfrenta um processo de reconstrução após ser severamente atingida por chuvas intensas no final de fevereiro. De acordo com a Prefeitura, aproximadamente 80% do comércio local foi afetado, resultando em grandes perdas para os empresários da região.
Recentemente, a cidade passou por uma nova avaliação, e o cenário já apresenta melhorias, com ruas transitáveis e muitos estabelecimentos reabrindo suas portas. No entanto, o processo de recuperação ainda é desafiador. A comerciante Monique Alves, que atua em uma loja de calçados, relatou que sua loja perdeu 95% dos produtos devido às enchentes. “Estamos tentando retomar as atividades, mas muitos estabelecimentos ainda estão em reconstrução”, afirmou.
A preocupação com novas chuvas persiste entre os comerciantes. Monique mencionou que alguns itens foram colocados em locais mais altos para evitar danos em caso de novas inundações. Além disso, o medo de doenças como leptospirose e alergias respiratórias continua a ser uma preocupação para a população local.
Norival Zampier, trabalhador do setor alimentício, também expressou suas dificuldades: “Estamos aos trancos e barrancos, mas precisamos seguir em frente. O apoio que recebemos é fundamental, mesmo que não estejamos mais em estado de calamidade pública”. Ele destacou que a reclassificação para situação de emergência, realizada pelo Governo federal, foi necessária para garantir a continuidade do apoio aos afetados.
O prefeito Maurício Domingos (PSB) explicou que a mudança de estado foi feita para não perder o acesso a recursos federais, que são essenciais para a recuperação da cidade. “Estamos trabalhando para garantir que as famílias afetadas recebam o apoio necessário”, afirmou o prefeito em um vídeo nas redes sociais.
Apesar da reclassificação, a cidade ainda pode solicitar recursos para ações de defesa civil, como a compra de alimentos e kits de limpeza. A Defesa Civil Nacional esclareceu que a reclassificação se deu após avaliações que indicaram um comprometimento parcial da capacidade de resposta do município, o que justifica a mudança para situação de emergência.