Após temporal que resultou em morte, população cobra ações efetivas da prefeitura.
Moradores do Bairro Horto Florestal, em Belo Horizonte, estão cobrando uma solução para o acúmulo de lixo nas ruas, um problema que se agravou após um temporal ocorrido no último sábado, 21 de março. A chuva intensa causou a morte de Helviane Moraes Maia, de 50 anos, que foi arrastada pela enxurrada em uma área com grande acúmulo de resíduos, próximo a um bueiro.
O temporal trouxe 48 mm de chuva em apenas uma hora, deixando um rastro de destruição e alagamentos na região. No cruzamento da Avenida Silviano Brandão com as ruas Conselheiro Rocha, Bragança e Pitangui, os moradores encontraram materiais recicláveis, lixo doméstico e até móveis abandonados. A situação, segundo eles, é recorrente e se arrasta há décadas, com a prefeitura realizando limpezas que não atendem à demanda.
Após a chuva, a Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) mobilizou 30 garis e quatro caminhões para retirar os resíduos, mas os moradores afirmam que a frequência das coletas não é suficiente. A varrição manual da Avenida Silviano Brandão ocorre apenas três vezes por semana, enquanto a limpeza de pontos críticos é feita quinzenalmente. “O lixo volta a se acumular logo após a coleta”, afirma Geovana Nogueira, funcionária de uma padaria local.
Comerciantes também relatam prejuízos significativos devido ao acúmulo de lixo e alagamentos. Silesia Lenes, proprietária de um comércio na região, estima perdas de cerca de R$ 40 mil após a enchente. Para ela, a situação piorou nos últimos anos, com o lixo acumulando-se em esquinas e entupindo bueiros. A presença de pessoas em situação de rua, que frequentemente descartam resíduos nas ruas, também é citada como um fator que agrava o problema.
A prefeitura reconhece que, apesar da limpeza regular, o serviço não é suficiente diante do volume de descarte irregular. A administração municipal informa que equipes do Serviço Especializado em Abordagem Social (SEAS) atuam diariamente para atender a população em situação de rua, mas os moradores pedem ações mais efetivas para resolver o problema do lixo e prevenir novas tragédias.
