Criminosos se passam por agentes do governo e advogados para aplicar fraudes.
A Polícia Civil de Juiz de Fora emitiu um alerta nesta terça-feira (17) sobre a atuação de estelionatários que estão se aproveitando da vulnerabilidade das famílias afetadas pelas chuvas na cidade. A tragédia resultou em 65 mortes e deixou 8.880 pessoas desalojadas ou desabrigadas, além de destruir mais de 1 mil moradias.
Os golpistas estão prometendo agilizar o auxílio-moradia de R$ 200 mil, que foi recentemente anunciado, e têm utilizado diversas táticas para enganar as vítimas. O delegado Rodolfo Rolli, responsável pela Delegacia Especializada de Atendimento à Pessoa Idosa, informou que os criminosos se apresentam como falsos advogados, oferecendo a abertura de ações coletivas em troca de taxas de R$ 1 mil. Além disso, enviam mensagens de texto afirmando que a vítima foi “contemplada” e que o dinheiro já está disponível, levando-as a clicar em links suspeitos.
Outra estratégia utilizada é a de se passar por agentes do governo, prometendo a possibilidade de “furar a fila” do cadastro mediante pagamento de uma taxa. “Eles exploram a fragilidade emocional e financeira das pessoas, que acabam cedendo e fazendo pagamentos prévios”, explicou Rolli.
A Polícia Civil reforça que esses atos configuram estelionato, com penas que podem ser agravadas devido à situação de vulnerabilidade das vítimas. As autoridades pedem que a população não confie em mensagens ou ligações que solicitem dinheiro em troca de benefícios públicos. Denúncias podem ser feitas anonimamente pelo Disque Denúncia 181 ou em qualquer unidade da Polícia Civil.
Para evitar cair em golpes, é fundamental que as pessoas busquem informações apenas em canais oficiais da Prefeitura de Juiz de Fora e do Governo Federal. Importante destacar que não há cobrança de taxas para cadastro ou recebimento do auxílio-moradia, e o governo não solicita dados bancários ou pagamentos por telefone ou SMS.