Detento confessou ter matado Deylon Moura Santos, suspeito de envolvimento em crime anterior.
Um novo homicídio foi registrado na Penitenciária Doutor Manoel Martins Lisboa Júnior, em Muriaé, onde um detento, que já havia sido indiciado por homicídio em janeiro deste ano, confessou ter assassinado seu colega de cela, Deylon Moura Santos, de 28 anos, nesta quinta-feira (2). A vítima, conhecida como ‘DL’, era suspeita de ter auxiliado no assassinato de Douglas Cristóvão, ocorrido na mesma unidade prisional. O nome do autor não foi divulgado.
O delegado Tayrone Espíndola, responsável pela investigação, informou que está apurando as circunstâncias que levaram ao desentendimento entre os dois detentos, que até então mantinham uma boa convivência. “Estamos averiguando agora as circunstâncias e a própria motivação, considerando que a vítima desta vez era suspeita de ter sido coautora no crime anterior com ele”, afirmou o delegado.
Além disso, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) instaurou um procedimento interno para investigar administrativamente o ocorrido. Deylon tinha um histórico de passagens pelo sistema prisional desde 2015 e foi admitido na penitenciária de Muriaé em agosto de 2025.
O crime foi descrito pelo delegado como apresentando um padrão de crueldade semelhante ao homicídio anterior, mas com maior gravidade nas agressões. O corpo de Deylon foi encontrado com diversas mutilações, incluindo olhos arrancados e a língua cortada. A perícia acredita que a causa da morte tenha sido asfixia, e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exames que determinarão se o esquartejamento ocorreu antes ou depois do óbito.
O autor do crime anterior, que ocorreu em janeiro, alegou ter agido em resposta a hostilizações relacionadas à sua orientação sexual. Naquela ocasião, Douglas Cristóvão foi agredido, asfixiado com uma corda e esquartejado. Com o novo crime, o detento será novamente indiciado, enquanto a investigação sobre a participação de Deylon no primeiro caso será encerrada devido ao seu falecimento.
