ACIUBÁ promove projeto que registra histórias de superação após enchente de 2026.
A cidade de Ubá, em Minas Gerais, enfrenta o desafio de se reconstruir após a devastadora enchente de 2026, que deixou marcas profundas na economia local e na vida de seus habitantes. O projeto “Sua História de Reconstrução”, promovido pela ACIUBÁ, busca registrar relatos de empresários e cidadãos que lidam com as consequências da tragédia, ressaltando a importância de não deixar ninguém para trás.
Em entrevista com Felippe Lima, da Souza Material de Construção, foi destacado que a recuperação não é um processo rápido e que o impacto emocional é um dos primeiros desafios a serem enfrentados. Ele afirmou: “Primeiro vem o impacto, depois a limpeza, só então surge a reorganização.” O relato de Felippe ilustra a realidade de muitos empresários que perderam estoques e enfrentam a insegurança do desemprego, com prejuízos que variam de R$ 2.000 a R$ 9.000.000, totalizando um impacto econômico estimado em R$ 1,33 bilhão nos próximos 12 meses.
A ACIUBÁ desempenha um papel fundamental nesse processo, organizando informações e mapeando os danos causados pela enchente. Com dados concretos, a associação identificou que 79,5% dos negócios sofreram danos graves, e mais de 5.000 empregos diretos estão ameaçados. A comunicação clara e a articulação entre empresários e o poder público são essenciais para enfrentar a crise e promover a recuperação.
Além de reestruturar o que foi perdido, a reconstrução também envolve adaptação e inovação. Fabrício Urgal, da Fabritecido, destacou a importância de se reinventar na era digital, utilizando redes sociais e novas linguagens de comunicação para alcançar um público maior. A leveza e a criatividade se tornaram aliadas nesse processo, mostrando que a inovação pode ser divertida e acessível.
A ACIUBÁ reafirma seu compromisso de registrar e acompanhar a reconstrução de Ubá, promovendo um futuro mais seguro e resiliente. A memória ativa e a união da comunidade são fundamentais para que a cidade não apenas se recupere, mas também avance de forma sustentável, garantindo que as lições aprendidas não sejam esquecidas.
