Relembre a destruição causada pelas chuvas em Juiz de Fora e Ubá, e conheça as histórias de sobreviventes.
Há um mês, na noite de 23 de fevereiro, a Zona da Mata Mineira enfrentou uma tragédia sem precedentes devido a uma sequência de temporais que resultou em 73 mortes, sendo 65 em Juiz de Fora e oito em Ubá. O fenômeno meteorológico causou um acúmulo de chuvas que superou a média histórica em poucos dias, levando ao transbordamento dos rios e a severos alagamentos e deslizamentos de terra.
Em Juiz de Fora, a tempestade teve início no final da tarde e se intensificou durante a noite, avançando pela madrugada do dia 24. O Rio Paraibuna transbordou em diversos pontos, causando deslizamentos e alagamentos em várias áreas da cidade. A Prefeitura suspendeu as aulas na rede municipal, e instituições estaduais e particulares seguiram a mesma medida preventiva. Aproximadamente 2 mil moradias foram destruídas, deixando milhares de pessoas desabrigadas.
No município de Ubá, a situação foi igualmente crítica. Com um registro de 170 milímetros de chuva em apenas 3h30, a cidade enfrentou a maior inundação dos últimos anos. A Avenida Beira Rio ficou completamente alagada, resultando em oito mortes. Entre as vítimas, destacam-se histórias emocionantes de sobreviventes, como a de Edna Almeida Silva, que se agarrou a um poste durante a enchente e conseguiu sobreviver.
A recuperação das cidades afetadas está em andamento. Em Juiz de Fora, 8.880 pessoas ficaram desalojadas ou desabrigadas, o que representa cerca de 1,5% da população local. A Defesa Civil já vistoriou mais de 4 mil locais, enquanto outras mil ainda aguardam a avaliação. A prefeita Margarida Salomão anunciou investimentos significativos para obras de drenagem e contenção, totalizando R$ 606 milhões, com o objetivo de mitigar os efeitos de futuras chuvas.
As prioridades incluem acelerar as obras de drenagem e contenção, além de buscar soluções para as famílias afetadas e transformar áreas de risco em zonas ambientais protegidas. Um mês após a tragédia, a comunidade ainda se recupera e reflete sobre as perdas irreparáveis e os desafios que estão por vir.
