Deputados têm até 8 de abril para formalizar trocas de partido; blocos podem ser rearranjados até 22 de abril.
A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) passa por um processo de reorganização interna após o fechamento da janela partidária, ocorrido na última sexta-feira (3/4). Com as mudanças nas legendas por parte de alguns deputados estaduais, a Casa terá até o dia 22 de abril para redefinir a composição de seus blocos parlamentares, conforme o prazo excepcional concedido pelo presidente da ALMG, Tadeu Leite (MDB).
Tradicionalmente, as alterações nos blocos são limitadas aos primeiros meses do ano em períodos não eleitorais. Além disso, os parlamentares devem comunicar oficialmente suas mudanças de partido até a próxima quarta-feira (8/4). Atualmente, a ALMG é composta por três blocos principais: o “Minas em Frente”, que reúne partidos como PSD, PP, União Brasil, Novo, PMN e Podemos; o “Avança Minas”, que é um arranjo mais diversificado, incluindo Avante, Cidadania, Republicanos, PDT, PSB, PRD, MDB e Solidariedade; e, por fim, o bloco oposicionista “Democracia e Luta”, que congrega PT, PCdoB, PV, Psol e Rede.
Com as movimentações da janela partidária, o Partido Social Democrático (PSD) emergiu como o principal beneficiado, alcançando a maior bancada da Assembleia, com 14 deputados, igualando-se ao Partido dos Trabalhadores (PT). Antes da janela, o PSD contava com 11 parlamentares, mas incorporou novos nomes, como Bosco e Raul Belém, oriundos do Cidadania, e Enes Cândido, que deixou o Republicanos.
No campo da oposição, o PT também registrou avanços com a filiação das deputadas Ana Paula Siqueira e Bella Gonçalves, fortalecendo o bloco “Democracia e Luta”. O União Brasil, por sua vez, ampliou sua bancada com a adição de três novos parlamentares, influenciando a correlação de forças dentro do bloco governista, que já é o maior da Casa. Por outro lado, partidos como o Cidadania e o PRD sofreram perdas significativas, com a saída de seus únicos representantes para outras siglas.
Esse redesenho partidário ocorre em um contexto de articulação política em vista das eleições de 2026, com a janela partidária funcionando como um termômetro das estratégias das siglas e antecipando possíveis alianças.
