Governador enfrenta dilema entre apoiar Zema ou outros pré-candidatos à Presidência.
A futura candidatura presidencial do ex-governador Romeu Zema (Novo) representa um desafio para a reeleição do atual governador Mateus Simões (PSD) em Minas Gerais. Simões se encontra em uma situação complicada, dividindo sua atenção entre três pré-candidatos à Presidência: Zema, um candidato do PSD e Flávio Bolsonaro, do PL. A possibilidade de Zema concorrer à Presidência pode, segundo analistas, asfixiar a campanha de Simões, que precisa de um candidato presidencial para fortalecer sua própria reeleição.
Simões considera que apoiar Flávio Bolsonaro poderia ser uma alternativa, mas a relação pessoal e política com Zema torna essa escolha mais complexa. Sem um candidato presidencial em seu palanque, Simões corre o risco de ver Flávio Bolsonaro impulsionar a candidatura de Cleitinho Azevedo (Republicanos), seu principal concorrente em Minas. A desistência de Zema em favor de uma vice-candidatura poderia, por outro lado, beneficiar Simões, permitindo que ele resolvesse seus problemas de campanha.
No entanto, a retirada de Zema da disputa seria um golpe duro para o partido Novo, que luta para superar a cláusula de barreira. Enquanto isso, Simões tem buscado se distanciar do estilo de governar de Zema, promovendo visitas a hospitais e presídios para identificar falhas na gestão, além de adotar um modelo de administração itinerante que visa valorizar o interior do estado, onde reside a maior parte do eleitorado.
A situação política em Minas está em constante evolução, e as decisões que os líderes tomarem nas próximas semanas poderão moldar o cenário eleitoral do estado para os próximos anos.
