Vice-governador toma posse após renúncia de Romeu Zema, que concorre à Presidência.
O vice-governador Mateus Simões (PSD) tomou posse do governo de Minas Gerais neste domingo (22), após a renúncia do governador Romeu Zema (Novo), que se prepara para concorrer à Presidência da República. Durante um evento de filiação de deputados, Simões fez uma brincadeira ao afirmar que “já é governador na Austrália”, demonstrando descontração em um momento de grande responsabilidade.
Simões, que já se posiciona como pré-candidato à reeleição, expressou sua empolgação e ansiedade em relação ao novo desafio. “A 24 horas da posse, a gente fica com o coração palpitando e se perguntando o tamanho do desafio que temos pela frente”, comentou. A cerimônia de posse foi dividida em duas partes: a primeira ocorreu no Palácio da Inconfidência, onde Simões fez a entrega da declaração de bens e assinou o termo de posse. Em seguida, a transmissão de cargo aconteceu no Palácio da Liberdade, com a entrega do Colar da Inconfidência, simbolizando a sucessão.
O novo governador destacou que pretende manter a continuidade dos projetos iniciados na gestão de Zema e que não planeja mudanças significativas no secretariado. Simões também manifestou sua intenção de percorrer as 16 regionais do estado, dedicando pelo menos quatro dias a cada uma delas, para compreender as demandas locais e dar continuidade ao trabalho já iniciado. Ele ressaltou a importância de lembrar que 80% do estado está no interior, e não apenas na capital e região metropolitana.
Em entrevista à imprensa, Simões também comentou sobre a possível candidatura do senador Rodrigo Pacheco ao governo, afirmando que a federação União-PP nunca considerou o nome apoiado pelo presidente Lula. “Essa conversa não existe. O que temos são muitos filiados do União próximos ao Pacheco que gostariam de vê-lo no partido, mas isso não é viável”, concluiu. Com a posse, Simões se prepara para os desafios que virão, buscando fortalecer sua presença em todo o estado.