Governador de Minas Gerais deixa o cargo para focar na pré-campanha e rejeita alianças tradicionais.
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), anunciou que deixará o cargo neste domingo, 22 de março de 2026, para dedicar-se integralmente à sua pré-campanha à Presidência da República. Em entrevista exclusiva, Zema reafirmou sua intenção de seguir como candidato, mesmo diante de especulações sobre a possibilidade de ser vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). “Sou um candidato, de certa maneira, outsider”, declarou, ressaltando seu desejo de se distanciar das práticas políticas tradicionais.
Durante sua gestão, Zema destacou a reorganização das finanças estaduais como sua maior realização, afirmando que Minas Gerais passou de um “circuito vicioso” para um “circuito virtuoso” em termos de administração fiscal. Ele mencionou a recuperação de obras inacabadas e a melhoria nos repasses a municípios, embora tenha reconhecido frustrações em áreas como infraestrutura e saúde. “Ser governador de Minas é uma máquina de frustração”, disse, referindo-se aos desafios enfrentados ao longo de seus mandatos.
Zema planeja utilizar a mesma estratégia que o levou ao governo em 2018, aumentando sua presença no interior do país para conquistar apoio popular. Ele criticou o atual governo federal e prometeu apresentar suas propostas, focando na segurança pública e na redução das despesas governamentais. O governador acredita que as mudanças que pretende implementar são necessárias para um Brasil mais eficiente e seguro.
Ao comentar sobre suas intenções eleitorais, Zema afirmou que a eleição é imprevisível e que, assim como em 2018, acredita que seu número de intenções de voto pode crescer à medida que suas propostas sejam divulgadas. Ele também expressou a necessidade de endurecer as leis contra criminosos e propôs um modelo de combate ao crime inspirado em ações bem-sucedidas de outros países.
Zema se despede do governo mineiro ao mesmo tempo em que se prepara para enfrentar os desafios da corrida presidencial, prometendo um discurso que visa “denunciar o que está errado” e apresentar soluções concretas para os problemas do Brasil.