Governador destaca avanços, mas lamenta limitações em áreas essenciais.
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), renunciou ao cargo neste domingo (22) e, em entrevista ao Estado de Minas, descreveu sua experiência à frente do estado como uma “máquina de frustração”. Zema reconheceu que, apesar de ter desejado realizar muitas ações, conseguiu implementar apenas uma fração delas, ressaltando que, em comparação com gestões anteriores, os avanços foram significativos.
“Ser governador de Minas é uma máquina de frustração. Eu gostaria de ter feito cinco mil coisas, talvez tenha feito duas mil, mas, comparado com os governos anteriores, que faziam 100 ou 200, o avanço foi muito grande”, afirmou Zema. Ele destacou que entraves burocráticos e limitações orçamentárias dificultaram a execução de uma agenda mais abrangente de obras e políticas públicas.
O governador também expressou seu desejo de ter avançado em áreas como infraestrutura, saúde e segurança pública. Ele mencionou a construção de seis hospitais regionais, que ainda estão em andamento, e lamentou a falta de recursos para reforma de estradas e melhorias na segurança. “A situação financeira do estado está longe de ser aquela que propicia grandes investimentos, mas os avanços, de toda forma, aconteceram”, concluiu.
Com a renúncia de Zema, o vice-governador Mateus Simões (PSD) assume a gestão do estado a partir de hoje.