Ex-governador de Minas e pré-candidato à Presidência aponta 'podridão' na corte.
O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), fez duras críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) durante um evento na Associação Comercial de São Paulo, nesta segunda-feira (13). Zema afirmou que as recentes revelações sobre o caso do Banco Master expuseram “toda a podridão” na corte, que segundo ele, já “estava cheirando mal há alguns anos”.
Durante sua fala, o político defendeu o impeachment de “pelo menos dois” ministros do STF e sugeriu a adoção de uma lista de nomes para a escolha dos magistrados. Ele descreveu o atual momento do tribunal como uma “farra dos intocáveis” e destacou que o “clima de indignação” para o ano eleitoral é mais intenso do que em 2018.
Zema, que tem enfrentado dificuldades nas pesquisas de intenção de voto, aparece com 4% segundo o último levantamento do Datafolha, tecnicamente empatado com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), que tem 5%. O ex-governador criticou ainda a situação dos programas sociais e as discussões sobre mudanças na jornada de trabalho em ano eleitoral, considerando-as como “populismo e demagogia”.
Além disso, Zema abordou a segurança pública e propôs que o Brasil adote medidas semelhantes às implementadas em El Salvador, que incluem reformas profundas no sistema policial e jurídico, embora tais ações tenham gerado controvérsias sobre violações de direitos humanos.
