Quatro médicos são denunciados por organização criminosa e manipulação de escalas.
Quatro médicos anestesistas de Leopoldina estão sob investigação por envolvimento em uma organização criminosa voltada para fraudes e desvio de dinheiro público na área da saúde. O Ministério Público (MP) denunciou os profissionais, incluindo um anestesista que, em uma conversa interceptada, sugeriu ao filho que treinasse medicina “entubando velhos sem dentes”, em tom de ironia.
As investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) revelaram que os anestesistas manipulavam escalas médicas, realizavam cirurgias eletivas quando deveriam estar em plantões de emergência e emitiam atestados falsos para justificar ausências. Além disso, um dos denunciados expôs a imagem íntima de uma paciente para um comparsa. Os médicos foram afastados de todas as unidades de saúde conveniadas ao SUS, e a Justiça determinou o bloqueio de bens e o compartilhamento das provas com os Conselhos de Medicina e as vítimas do esquema.