Tumor gástrico é o quarto mais comum entre homens no Brasil e a taxa de sobrevida é alarmante.
O câncer de estômago, considerado uma doença silenciosa nas fases iniciais, é o quarto tipo mais frequente entre homens no Brasil, com uma taxa de sobrevida inferior a 20% quando diagnosticado em estágios avançados. Sinais como desconforto abdominal, sensação de estômago cheio após refeições pequenas e perda de peso inexplicável são frequentemente ignorados ou tratados com medicamentos caseiros, atrasando o diagnóstico.
De acordo com a Estimativa 2026-2028 do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o país deverá registrar 781 mil novos casos de câncer por ano, com 21.480 novos casos anuais de tumor gástrico, sendo 13.340 em homens e 8.140 em mulheres. Infelizmente, 66,4% dos casos são descobertos em estágios avançados, o que reduz drasticamente as chances de tratamento eficaz.
Os sintomas que devem acender um alerta incluem perda de peso inexplicável, redução do apetite, cansaço constante, náuseas frequentes e dor abdominal persistente. A Endoscopia Digestiva Alta (EDA) é o exame mais indicado para a detecção precoce da doença, mas a espera por atendimento pode levar meses, aumentando o risco de um diagnóstico tardio.
Além disso, a infecção pela bactéria Helicobacter pylori, classificada como carcinógeno pela OMS, está presente em cerca de 70% da população brasileira e é um fator de risco significativo para o câncer gástrico. A alimentação inadequada e o tabagismo também contribuem para o aumento da incidência da doença.
A realidade é ainda mais complicada em cidades menores, onde a distância até centros de oncologia pode atrasar o diagnóstico e o tratamento. Especialistas alertam que a atenção aos sinais do corpo e a busca por avaliação médica são fundamentais para aumentar as chances de sobrevida no tratamento do câncer de estômago.