Operação Onipresença III revela esquema de fraudes na saúde local
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) deflagrou nesta segunda-feira, 9 de março, a terceira fase da Operação Onipresença III, que investiga um esquema de organização criminosa e desvio de recursos públicos destinados à saúde em Leopoldina. A Justiça determinou o bloqueio de bens de quatro médicos anestesistas envolvidos no caso, com mandados cumpridos em Leopoldina e Além Paraíba.
Os profissionais são acusados de manipular escalas médicas, realizar cirurgias simultâneas e efetuar procedimentos eletivos durante plantões do Sistema Único de Saúde (SUS). As irregularidades teriam ocorrido nas instituições Casa de Caridade Leopoldinense e Hospital São Salvador, que atendem a população com recursos públicos. O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) lidera a operação, que também apura fraudes, ocultação de erros médicos e emissão de atestados falsos. Além do bloqueio de bens, a Justiça afastou os médicos de qualquer hospital conveniado ao SUS, preservando assim as investigações e o interesse público.