Homem de 46 anos faleceu após contaminação por hantavírus em Carmo do Paranaíba
Minas Gerais confirmou o primeiro óbito por hantavírus em 2025, registrado na cidade de Carmo do Paranaíba, no Alto Paranaíba. A vítima, um homem de 46 anos, tinha histórico de contato com roedores silvestres em área de lavoura, o que é comum em regiões rurais. A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) informou que a infecção por hantavírus é geralmente transmitida pela exposição à urina, fezes ou saliva de roedores infectados.
O hantavírus é uma doença rara que pode causar quadros graves e até levar à morte. Em 2025, o Brasil já contabilizou 36 casos da doença, com 15 óbitos. O tema ganhou destaque internacional após mortes e casos confirmados em um cruzeiro, onde a cepa Andina do vírus foi identificada, a única conhecida por transmissão entre humanos em situações específicas.
Especialistas alertam para a necessidade de cautela, sem alarmismo. O infectologista Evaldo Stanislau destaca que, embora a transmissão entre pessoas seja rara, o contexto de um ambiente confinado, como um navio, levanta preocupações. Os sintomas iniciais da infecção podem ser semelhantes a outras doenças virais, exigindo atenção ao histórico de exposição do paciente.
As recomendações de prevenção incluem evitar contato com roedores, manter ambientes limpos e ventilados, e redobrar cuidados em locais fechados. A infecção pode evoluir rapidamente, comprometendo a função respiratória e exigindo internação intensiva em casos graves.
