Interdição será mantida enquanto Iphan e UFMG avaliam danos e possibilidades de restauração.
A Cachoeira e a Lapa das Congonhas, localizadas no Parque Nacional da Serra do Cipó, em Santana do Riacho, continuam interditadas após atos de vandalismo que danificaram pinturas rupestres milenares. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) identificou pichações nas rochas no dia 30 de abril e iniciou uma investigação criminal em 3 de maio. A interdição foi confirmada pelo ICMBio na terça-feira, 12 de maio, e permanecerá até que uma avaliação completa dos danos seja realizada.
Na próxima semana, uma equipe do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) visitará o local para analisar os danos e discutir possibilidades de restauração em parceria com pesquisadores do Laboratório de Ciência da Conservação (Lacicor) da UFMG. O analista ambiental do ICMBio, Diogo Demattos Guimarães, informou que a interdição se estenderá até que um plano de ação para a recuperação das obras seja elaborado.
A Polícia Federal também foi notificada, considerando que o parque é um patrimônio da União. A administração do parque está monitorando a situação e mantendo a área isolada até a realização da perícia, o que impede o acesso às cachoeiras de Congonhas de Cima. Para aumentar a segurança, o parque estuda a contratação de uma empresa para vigilância e monitoramento remoto nas áreas sensíveis.
O ato de vandalismo foi classificado como “extremamente grave” pela administração do parque, que já deu início aos trâmites legais para punir os responsáveis. O ICMBio comunicou que as pichações representam um crime contra o patrimônio cultural e que as sanções podem incluir multas elevadas e reparação integral dos danos. A nota da diretoria do parque enfatizou a importância das pinturas rupestres como parte do patrimônio histórico e cultural brasileiro, ressaltando que danificá-las é um ataque à memória coletiva do país.
